Vive la liberte!!! de pensar livremente!!!

Coluna Prof. Lino

DELÍRIOS DE UMA QUARENTENA

 

Sempre me pego pensando…

Logo penso, que penso, pois existo

Se penso tenho que pensar científico, pois é esse o jeito certo de pensar

Pensar científico é pensar como um deus

Um deus de uma verdade comprovada, inquestionável

Verdade limitada é vero, mas pelo menos é abençoada pela certeza científica

Uma certeza em que posso confiar sem pensar

Pobres sejam os outros deuses pagãos de outros jeitos de pensar

O que se poderia dizer dos devaneios e elucubrações filosóficas?

Esse deus pagão só tem certeza em uma única coisa

Quanto mais sabe menos sabe…

Que tipo de saber é esse?

Se perguntares ao deus Philosophicus o que é o amor

Sem certeza alguma responderia: “Se não me perguntas eu sei. Se me perguntas eu não sei”

Mas pelo menos esse deus é menos delirante que o deus insano do pensar mitológico

Ah… esse extrapola as fantasias mais imaginativas de qualquer conto de fadas

Como alguém pode acreditar num deus desses?

Com certeza científica deve ser diagnosticado com algum delírio tremens

Penso, logo penso, como o deus ciência

Assim posso ganhar os céus dos phd´s e finalmente ser livre para pensar o que quiser

Verdadeira iluminação daqueles poucos eleitos que ascenderam a cobiçada morada celestial

Que irrompem entre as nuvens feitos os mais excelsos alpes do conhecimento, sustentados pela fé de seus postulados

Penso na lógica do deus da ciência comprovada matematicamente com seus “i’s” imaginários, que na realidade existem

Como essa conta não fecha no meu pensar que quer voar mais longe feito o voo da gaivota

Só me restam duas saídas comprovadas cientificamente

Convencer todos os outros a pensar como o deus ciência, pois assim, viveremos felizes para sempre na matriz elementar

Ou romper com a matrix e sofrer as perseguições dos agentes

Que prevê a programada luta contra a libertação que virá

Uma luta armada, quem sabe, pelo pensar do deus poesia

Que nem se prende mais as regras de linguagem, nem a rimas que insistem em não rimar

Para finalmente poder bradar com euforia,

Feito o pensar poético que faria

Ma chérie e amigo Albert Camus,

“Vive la liberte!”

 

Lino Azevedo Jr.

quinta-feira, 27 de maio de 2020

22:50

Documentário sobre Albert Camus –  Prémio Nobel de Literatura em 1957.

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